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AJÈJÈ, A VIGÍLIA DO CAÇADOR

Àgo ye ê gbön! Para João Carlos de Odé Olobomi, o tão popular Deodé, um dos sacerdotes mais polêmicos que o nosso Batuque já conheceu, o Rio Grande do Sul é que, verdadeiramente, é a terra dos Orixás. Trazidos na bagagem cultural de africanos escravizados, os Orixás são as divindades do povo iorubá, cuja origem está na Nigéria e em parte da atual República do Benin, povo de importância marcante para o mundo religioso afro-brasileiro. O Batuque, nome popular da religião dos Orixás no Rio Grande do Sul, é o fruto gaúcho de matriz iorubana, que tem como característica tradicional a formação de sacerdotes que perpetuam o axé transgeracionalizado. Os Orixás são divindades criadas por nosso único Deus, Olódùmarè, e enviados à Terra para perpetuação do axé, o poder criador de Deus. Mãe Stella de Oxossi, Ialorixá do Axé Opô Afonjá, diz que “a religião dos Orixás é lúdica, festiva, alegre, de partilha, de boa mesa, plena de vida e fragrâncias. As comunidades heterogêneas das religiões afro-...

Mensagem de um amigo

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Olá, Hendrix, como foi a passagem do ano? Tirei um tempinho e li não apenas o artigo em causa [Natal, Papai Noel, Kwanzaa e Batuque], mas todos os demais. Muito bons, bem escritos, mas com cuidado para evitar academicismos, tendo em vista o público alvo, além de recheados de informações interessantes, valiosas e sob perspectivas criticas. Tudo isto é fundamental para informar o pessoal de religião sobre quem são, como é a religião, sua prática. Como efeito paralelo, é bem possível que estejas estimulando o pessoal mais jovem a seguir tais passos, estudar, procurar saber além do que diz respeito apenas à prática religiosa. As religiões de matriz afro, como se sabe, foram, historicamente, e são, de uma forma ou outra, com menos ou mais sutileza, perseguidas, no máximo toleradas, além de desqualificadas, graças à tradição e "raça" da maioria de seus portadores (os que não herdaram a raça na genética, herdaram-na culturalmente, pois se negrizaram, psicologicamente, como digo)...