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Àmàlà: alimento, memória e espiritualidade

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Uma das formas de servir o Àmàlà na Nigéria Hoje, 30 de setembro , celebramos Ṣàngó , divindade da justiça, do fogo e do trovão. É também o dia de lembrar o alimento que se tornou um de seus maiores símbolos: o àmàlà . Na Nigéria , entre o povo yorùbá, o àmàlà é um prato tradicional e cotidiano. Feito a partir de farinhas como a de inhame (yam), de mandioca (láfún) ou de banana-da-terra verde , ganha consistência elástica após ser misturado com água quente e acompanha sopas ricas em vegetais, quiabo e feijões, assim como carnes de todo tipo. Do ponto de vista nutricional , é um alimento de grande valor: fonte de carboidratos de lenta absorção, fibras que auxiliam na digestão, além de minerais como potássio, fósforo e ferro, e vitaminas do complexo B que fortalecem o corpo. É, portanto, um alimento  que nutre e sustenta - corpo e vida. No Brasil , o àmàlà ganhou novas formas e sentidos, tornando-se uma comida sagrada . No Candomblé , prepara-se com quiabos, cebola, azeite de ...

PEQUENA REFLEXÃO AFROTEOLÓGICA SOBRE O FOGO

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Por Hendrix Silveira* Há pouco tempo um membro da diretoria de uma escola da região metropolitana acendeu uma vela aromática em sua sala, mas racistas religiosos logo espalharam a notícia de que esta pessoa estaria fazendo uma "macumba" com intenções não muito boas. Este episódio flagrante de racismo religioso me provocou a escrever estas linhas. Muito antes das tradições de matriz africana se utilizarem de velas em seus ritos religiosos, ela era um utensílio que iluminava as casas e templos romanos há mais de 2500 anos. A vela tem relação íntima com o fogo, um dos quatro elementos da natureza. Já disse em outra publicação sobre a água (leia aqui ) que as tradições de matriz africana tem uma relação estreita com as forças da natureza e que as divindades africanas regulam e fortalecem com o seu poder toda a Criação, por meio dessas forças. Seguindo ainda a afroteologia de  Juana Elbein dos Santos em sua principal obra Os nagô e a morte (2002), entendemos que os Orixás vivific...