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Mostrando postagens com o rótulo racismo

Por que os batuqueiros não comem arroz com galinha?

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por Hendrix Silveira* Uma das coisas mais incompreendidas na tradição do Batuque são os ewó , ou seja, as interdições. Existem muitas interdições que precisam ser respeitadas pelos iniciados. Temos interdições quanto a certas práticas, interdições de certos horários e interdições alimentares. Estas interdições são importantes para a garantia da plenitude da relação com o sagrado de quem vivencia uma tradição de matriz africana. As mais significativas são aquelas que impõem restrições durante o "resguardo", período de abstinências que se segue às obrigações realizadas no processo iniciático. Neste período, para o Batuque, não se pode beber bebidas alcoólicas, fazer sexo e entrar em ambientes que tenham morte e doença como cemitérios, hospitais e presídios. No tocante a nutrição, até mesmo comer algumas frutas específicas ou café preto, por exemplo, podem ser restritos. Estes interditos são específicos para o período de resguardo e visam cobrir um período de cuidados com nossa ...

Sobre brancos e turbantes*

Dia desses vi minha neta Sophia, de 5 anos, pegar a boneca de outra, a Lívia, de 2 anos. Logicamente a Lívia protestou, mas a atitude do pai delas foi de garantir o brinquedo com Sophia e usou de vários argumentos para tanto - desde "é apenas uma boneca" até que a outra deve aprender a compartilhar, etc. - que então passou a debochar da irmã. Um outro fato também ocorreu por esses dias: uma jovem branca usava um turbante de estilo africano e foi interpelada por uma outra jovem, esta negra, identificada apenas como ativista, que teria dito que aquela não deveria usar turbantes afro porque é branca e isto seria uma apropriação cultural indevida. A jovem branca logo publicou em sua rede social de forma que foi totalmente apoiada por muitos brancos e até alguns negros. O caso da menina foi marcado pela frase "vai ter branca de turbante sim". Uma apropriação descabida da expressão que tem sido usada por mulheres, negros, homossexuais e afro-religiosos na luta po...

Curso Mídia e Racismo em Sala de Aula

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Se inscreva e divulgue. Estou entre os facilitadores.

Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Encontrei uma parte deste texto enquanto fazia uma limpa na minha estante, vendo o que poderia ser descartado e o que eu deveria manter. Ele é antigo, de 05 de fevereiro de 2006, mas acho que é bem pertinente para este momento em que, novamente, os inconformados discutem a validade das cotas na UFRGS. No texto que tenho está assinado por Antônio Lima, e está com a data já mencionada. Não sei quem é nem sei se foi ele o autor do texto. Vasculhando pela internet não tive dificuldades em encontrar o texto completo noutro blog e o reproduzirei na íntegra. ______________________________ Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estudantes racistas da UFRGS exercendo sua inteligência  superior para dar vasão á sua liberdade de expressão. Este texto é um manifesto escrito e subscrito por brancos que compõem a comunidade escolar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é uma retumbante admissão pública, por nossa parte, de que vivemos em ...

Negros Albinos: a mentira propagada

Àgo ye égbòn Há cerca de um mês atrás uma colega do curso de história da Fapa me pediu uma opinião sobre albinos africanos, pois ficou interessada e queria escrever um trabalho sobre eles e queria fontes. Ela ficou espantada com a minha resposta, pois as informações que possuía era de que essas pessoas eram maltratadas, discriminadas e que fugiam da fúria de pessoas supersticiosas que acreditavam que poderiam utilizar seus membros amputados para realizar feitiços e bruxarias. Perguntei-lhe de onde tirou essas ideias malucas e disse que foi de um vídeo que recebeu de amigos da internet. Pedi-lhe que me mandasse o tal vídeo para que eu analisasse. O que vi foi um engendro medonho da realidade conspirado e executado por, pelo que parece, evangélicos brancos elitistas e racistas contra as religiões africanas e o povo africano. Isso não é incomum. Principalmente nesta época em que a sociedade luta por cotas para as minorias étnicas nas universidades e os afro-religiosos lutam por re...

Racismo

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OS NEGROS TAMBÉM SÃO RACISTAS?* Àgo ye égbòn! No último artigo eu expliquei o que era o ORKUT e como ele funcionava. A minha intenção é que aquele artigo sirva de introdução aos artigos subseqüentes (incluindo esse), pois vou falar constantemente sobre os debates e discussões que tenho assistido nas mais de 70 comunidades de que participo. Uma das discussões mais recentes é sobre a entrevista da ministra Matilde Ribeiro da Secretaria de Promoção Para a Igualdade Racial (SEPPIR) para a BBC Brasil. Nesta entrevista a ministra teria dito que é natural o racismo do negro em relação ao branco. O jornalismo brasileiro não perdeu tempo. Num momento em que se discutem políticas públicas para negros na tentativa de igualar as suas chances e diminuir o abismo social entre eles e os brancos, a imprensa caiu “de pau” encima da ministra com a intenção exclusiva de desqualificar seu discurso e destituir de importância o papel da SEPPIR no cenário político-social do país. Ora, o jornalismo brasile...

A HISTÓRIA VERSUS O RACISMO

O COMBATE AO RACISMO VERSUS A HISTÓRIA ou A HISTÓRIA VERSUS O RACISMO Àgo ye ègbón! Sou africanista. Isso significa que pratico uma religião cuja origem é africana. Nós, os africanistas, sempre fomos alvo das mais variadas discriminações. Constantemente somos perseguidos e rotulados por leigos, cientistas e, principalmente, religiosos de facções neopentecostais do cristianismo. Por esse motivo me dedico à pesquisa e estudo a cultura, religião e história da África. Foi o que me incentivou a ingressar no curso de História da FAPA. Certa vez ouvi no programa Tele Curso 2000, na aula de História, que a cultura brasileira deve muito à presença dos africanos em nosso país. Que “os africanos arrancados de seu continente...” Epa! Espere aí! Podemos utilizar esta expressão se considerarmos que a obtenção de mão-de-obra escrava africana foi resultado de um comércio entre portugueses e os próprios africanos? Guerras intertribais já existiam na África e a escravidão era tão natural lá quanto e...