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ESTUDO DIRIGIDO DE TEXTOS

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GOMES, Flávio dos Santos. Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX. In: REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. Liberdade por um fio : história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. pág. 263-285. MOREIRA, Paulo Roberto Staudt. Etnicidade e liberdade: as nações africanas e suas práticas de alforria. In: Ciências & Letras . n. 44. pág. 167-186. Este pequeno texto tem por finalidade relacionar os artigos de Gomes e Moreira com a conjuntura das resistências escravas do século XIX, para a disciplina de História do Brasil II, ministrada pela Profª Drª Véra Lucia Maciel Barroso. Kátia Mattoso, Mário Maestri, Clóvis Moura, João José Reis e outros historiadores tem constantemente aludido à questão das resistências escravas. Conceituando “resistências escravas” como um processo em que os escravizados alijam-se do trabalho compulsório tomando medidas pensadas ou não, entendo que os artigos de Gomes e Moreira se encaixam perfeitamente no quadro exposto po...

Fundação do GT História das Religiões e Religiosidades

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A ANPUH-RS - Associação Nacional de História/Seção RS - conta agora com um Grupo de Trabalho que estuda a História das Religiões e Religiosidades (GTHRR-RS). O GT, fundado no dia 5 de março, último, na sede desta associação, em Porto Alegre, é formado por estudantes e professores de graduação e pós-graduação originados de diversas universidades e instituições de pesquisa e visa promover e partilhar o debate e a reflexão teórico-metodológica em torno dessa linha temática. A proposta da criação estadual do GTHRR vinha sendo discutida desde o ano passado por pesquisadores de várias regiões do estado reunidos no Encontro Estadual de História. No ato da fundação encontravam-se presentes a Profª Drª Gizele Zanotto (UPF - Catolicismo), a Profª Drª Marta Borin (Museu Sacro de Santa Maria - Catolicismo), Profª Histª Ana Paula dos Santos (PUCRS - arte sacra), Profª Liziane Zimmer (IPA - Paganismo), Prof. Gabriel Brasil (FAPA - Umbanda), Prof. Bàbá Hendrix Silveira (FAPA - Africanismo), Acad. R...

Liberdade Religiosa!

por Bàbá Hendrix de Orunmilá Fiquei estupefato ao abrir o jornal [20/02/11, pág. 15, Tema para Debate] e me deparar com um texto que expõe completa ignorância sobre as religiões de matriz africana. Digo ignorância porque imagino que a autora não detenha conhecimento sobre os ritos afro-brasileiros. Do contrário seria má fé. Indiferentemente aos motivos que levaram a autora a escrever e publicar o texto, entendo que, por ser veiculado num jornal renomado como este, acaba por gerar opinião pública animosa com as religiões de matriz africana. Animosidade essa que está se tornando paradigma de nossa sociedade em pleno século XXI. Diante disso, devo elucidar vários pontos dos quais a própria autora teria se dado conta se investigasse os fatos e não apenas os utilizasse para legitimar sua posição intolerante. O título já nos diz muito: “Liberdade Religiosa?”. O ponto de interrogação no final nos indica um questionamento sobre a moralidade dessa questão. “Devemos proteger a liberdade rel...
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ENCONTRO DE INTELECTUAIS VIVENCIADORES (AS) DA RELIGIÃO AFROUMBANDISTA  DE PORTO ALEGRE E REGIÃO METROPOLITANA "É só por meio do envolvimento e do apoio aos outros que somos capazes de realizar uma individualidade verdadeira e nos erguer acima de nossa mera distintividade. "(Drucilla Cornell)  Objetivos  Reunir intelectuais vivenciadores (as) da Religião AfroUmbandista de Porto Alegre e Região Metropolitana para avaliar a conjuntura hodierna dos Cultos Afro-Gaúchos, bem como discutir a necessidade de posicionamento teórico de forma interdisciplinar das várias áreas do conhecimento dos adeptos (as) visando intervenções mais qualificada na sociedade abrangente.   Discorrer sobre o engajamento político e social dos (as) intelectuais vivenciadores (as) para desta forma contribuir para a alteração do racismo cultural religioso afro, bem como da intolerância religiosa que se abate contra as comunidades terreiras e seus adeptos.  Dialogar acerca do papel das Com...

Coleção História Geral da África UNESCO/MEC/UFSCar - download gratuito

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Quem estuda a História da África não pode ficar sem essas referências, principalmente porque esta obra foi produzida com a visão dos próprios africanos sobre sua História. Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecime...

Batuqueiro de Verdade Vota em Batuqueiro!

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Será que isso é possível? Após as eleições municipais de 2008 escrevi no meu perfil do Orkut que “de novo não temos representantes na câmara municipal!”, e complementei “êta povinho burro!”. De imediato Mãe Viviane de Iansã me chamou a atenção: “Não chama de burro. É politicamente incorreto de tua parte. [...] Esse fato não foi isolado. Tem continuidade e razões. Busque a explicação, esqueça por enquanto a conseqüência. Burro é uma justificativa emocional, e muito fácil para estes dados.” Ela tem razão mais uma vez. Fui emotivo, passional, mas por outro lado era essa a minha intenção mesmo. Queria provocar as pessoas que lessem essa frase. Queria provocar essa reflexão. Queria que elas pensassem um pouco. Será que ganhamos alguma coisa nesta eleição? Somando os votos de todos os candidatos a vereança de Porto Alegre ligados ao povo-de-santo, totalizariamos 5.610 votos, muito  longe ainda dos 7.046 votos que o carioca e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Wald...

AJÈJÈ, A VIGÍLIA DO CAÇADOR

Àgo ye ê gbön! Para João Carlos de Odé Olobomi, o tão popular Deodé, um dos sacerdotes mais polêmicos que o nosso Batuque já conheceu, o Rio Grande do Sul é que, verdadeiramente, é a terra dos Orixás. Trazidos na bagagem cultural de africanos escravizados, os Orixás são as divindades do povo iorubá, cuja origem está na Nigéria e em parte da atual República do Benin, povo de importância marcante para o mundo religioso afro-brasileiro. O Batuque, nome popular da religião dos Orixás no Rio Grande do Sul, é o fruto gaúcho de matriz iorubana, que tem como característica tradicional a formação de sacerdotes que perpetuam o axé transgeracionalizado. Os Orixás são divindades criadas por nosso único Deus, Olódùmarè, e enviados à Terra para perpetuação do axé, o poder criador de Deus. Mãe Stella de Oxossi, Ialorixá do Axé Opô Afonjá, diz que “a religião dos Orixás é lúdica, festiva, alegre, de partilha, de boa mesa, plena de vida e fragrâncias. As comunidades heterogêneas das religiões afro-...