quinta-feira, 26 de março de 2015

NOTA OFICIAL DAS INSTITUIÇÕES REPRESENTATIVAS DO POVO DE TERREIRO E DO POVO NEGRO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SOBRE O PL 21/2015


As Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana são, historicamente, o maior alvo da INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e do RACISMO que é a ideologia estruturante da cultura ocidental, sobretudo a brasileira. Esta sociedade que aí se apresenta é herdeira do pensamento xenófobo (MOORE), eurocêntrico (DUSSEL), colonialista (QUIJANO), epistemicida (SANTOS) e cristianocêntrico (SILVEIRA) que beneficia quem for homem, branco, heterossexual e cristão em detrimento de outros gêneros, etnias, povos e visões de mundo.
Entendemos que a Afroteofobia (JESUS) que se refere à demonização e perseguição às Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana motivada por racismo e pela intolerância religiosa, tem recrudescido nos últimos 30 anos e que neste século, por conta da ascensão de representantes de grupos fundamentalistas ao poder público, sobretudo nos parlamentos, tem repercutido sob a forma de criação de leis, muitas vezes disfarçadas, que visam cercear a liberdade de culto dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana, se tornando um caso preocupante.
No primeiro dia de mandato na Assembleia Legislativa a deputada evangélica Regina Becker Fortunati protocola o Projeto de Lei 21/2015 que intenciona derrubar a Lei Portilho (12.131/04) que assegura aos povos e comunidades tradicionais de matriz africana o direito à alimentação tradicional cujo processo se dá por meio de um rito de sacralização. A justificativa da deputada é de que “a citada prática de liturgias já não se pacifica com a consciência da sociedade em permanente evolução”, ou seja, a deputada afirma abertamente que sua intenção é extinguir nossas práticas tradicionais, o que resultaria na extinção das Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana como o Batuque, o Candomblé, a Quimbanda e a Umbanda Cruzada.
Fica evidente que a deputada não quer proteger os animais. Acreditamos que se fosse a intenção da parlamentar legislar a favor dos animais não se deteria exclusivamente a cercear a liberdade de culto e de práticas tradicionais dos povos e comunidades de matriz africana. Pensamos que ela deveria estar na porta dos frigoríficos, dos rodeios, dos abatedouros, das churrascarias protestando. Mas não está. Certamente o racismo está implícito nesta ação. Entendemos, pois, que o referido PL é um embuste. É inconstitucional, pois fere diversos marcos legais, incluindo os artigos 5º e 19 da Constituição Federal; seu argumento é racista e seu propósito é a intolerância religiosa.

ASSINAM ESTA NOTA

Organizações Governamentais
CPTERS – Conselho do Povo de Terreiro do Estado do Rio Grande do Sul
CODENE – Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Rio Grande do Sul

Organizações da Sociedade Civil
GUPA – Grupo Unidos pelo Axé
FORMA/RS – Fórum de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Segurança Alimentar

Organizações Associativas
AFROBRAS – Federação das Religiões Afro-Brasileiras
AFROES – Associação Afro-Umbandista de Esteio e do RS
AFRORITO – Federação Africana Mensageiros de Oxalá
CEDRAB – Congregação em Defesa das Religiões Afro-Brasileiras
CEUCAB/RS – Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul
CONFURBRAS – Conselho Superior Das Federações da Umbanda e Religiões Afro-Brasileiras do Estado do RS
FAUERS – Federação Afro Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul
FORÇA AFRO – Associação de Apoio as Casas de Religião de Matriz Africana

Organizações do Movimento Negro
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade
MNU - Movimento Negro Unificado

Gabinetes
Gabinete do Vereador Edson Portilho (PT - Sapucaia)
Gabinete do Vereador Paulinho de Odé (PT - Canoas)


Referências
DUSSEL, Enrique. Europa, modernidade e eurocentrismo. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 24-32.
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SANTOS, Boaventura de Sousa. Um ocidente não-ocidentalista?: a filosofia à venda, a douta ignorância e a aposta de Pascal. In: SANTOS, B. S.; MENESES, Maria Paula (org.). Epistemologias do sul. Coimbra: Almedina, 2009. p. 445-486.
SILVEIRA, Hendrix. “Não somos filhos sem pais”: história e teologia do Batuque do Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Faculdades EST, 2014. 134 f. Dissertação (Mestrado em Teologia – área de concentração Teologia e História) – Programa de Pós-Graduação em Teologia, Faculdades EST, São Leopoldo, 2014.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107-130.

Foto: Jornal Grande Axé.

domingo, 15 de março de 2015

Curso EAD em História e Teologia das Tradições de Matriz Africana: Batuque e Candomblé

Com o Prof. Bàbá Hendrix Silveira de Ọ̀rúnmìlà

APRESENTAÇÃO

O curso tem por objetivo entender a História e a Teologia das Tradições de Matriz Africana. Busca compreender como essa tradição sofreu a sua destituição epistemológica; atribui sentidos e propósitos aos rituais a partir de uma reflexão teológica fundamentada numa epistemologia interdisciplinarizada, afrocentrada e pós-colonializada; dá-nos a conhecer a história dessa tradição, desde suas origens africanas até a reestruturação local; auxilia tanto pesquisadores sobre o tema quanto profissionais na área de educação, sobretudo no campo da Teologia, das Ciências da Religião e do Ensino Religioso; assim como municiar os vivenciadores que, devido à perseguição histórica, acabaram por ter seus saberes ancestrais destituídos com o epistemicídio engendrado pelo colonialismo.

OS MÓDULOS

Este curso será desenvolvido em cinco módulos totalizando 60h. No primeiro tratamos da tradição africana na sua relação com sua história e cultura. No segundo falamos dos africanos traficados para o Brasil durante o sistema escravista, como se deu o processo diaspórico e a estruturação no Rio Grande do Sul. No terceiro esmiuçaremos a perseguição sistemática a essa tradição: a afroteofobia. O quarto módulo versará sobre a Afroteologia, seus pressupostos metodológicos e a sua sistematização. O último módulo tratará sobre a avaliação final que se dará em forma de resenha crítica dos textos aplicados nos módulos anteriores.
Cada módulo está inserido numa linha estrutural dinâmica que os une garantindo a completude do conhecimento adquirido. Os módulos não poderão ser cursados de forma independente.
Os componentes curriculares estão distribuídos da seguinte maneira:

MÓDULO
TEMA
CONTEÚDO
CH
Módulo 1
HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA
        Apresentação
        A cosmovisão africana
        Sistema sócio-político e sua relação com a cosmovisão
10h/a
Módulo 2
A DIÁSPORA: LEGADOS AFRICANOS
       O sistema escravista
        Os yorùbá nas Américas
        Os yorùbá no Brasil
        A tradição yorùbá no Rio Grande do Sul
10h/a
Módulo 3
AFROTEOFOBIA: ORIGENS DA PERSEGUIÇÃO AO BATUQUE
       Cultura e barbárie europeias
        Racismo: ideologia de dominação
        Intolerância religiosa
10h/a
Módulo 4
AFROTEOLOGIA: TEOLOGIZANDO AS TRADIÇÕES DE MATRIZ AFRICANA
       Teologia é ciência?
        Exunêutica: elementos para uma interpretação pelas TMAs
        Afroteologia Sistemática
20h/a
Módulo 5
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
       Resenha crítica
10h

METODOLOGIA

Os estudos serão desenvolvidos a distância, sem que o aluno precise sair de sua residência para participar de aulas ou atividades e não depende de formação de turma. Cada módulo terá uma apostila. Dúvidas poderão ser encaminhadas por e-mail. Haverá ainda a disponibilidade do recurso de aulas on-line utilizando a ferramenta Skype mediante solicitação prévia do aluno. Disponibilizaremos uma página do Facebook e/ou um grupo no Yahoo grupos para socialização de questões pertinentes ao curso, onde poderão também ser tiradas dúvidas e auxílio no processo de avaliação final. A avaliação será a produção individual de uma resenha crítica (analítica) do material oferecido nos quatro módulos anteriores.

LOCAL

No local que preferir. Basta ter um computador e uma conta de e-mail.

DATA
Não depende de formação de turma, então pode ser a qualquer momento, de acordo com sua conveniência.

VALORES

MODO
VALOR
FORMAS DE PAGAMENTO
Curso completo (60h)
250,00
À vista com 10% de desconto ou
50,00 por módulo

Cada pagamento libera um módulo. Não há taxa de matrícula.
Obs.: Desconto de 10% para professores da rede pública de educação. Traga amigos e ganhe 10 reais de desconto por amigo.

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO -> Clique aqui

PÚBLICO ALVO

Este curso tem como público alvo professores e alunos do ensino superior, do ensino médio, das séries finais do ensino fundamental, do ensino profissionalizante, da educação de jovens e adultos (EJA), afro-religiosos e demais interessados.

O DOCENTE

O Prof. Hendrix Silveira é Doutorando e Mestre em Teologia e História pelas Faculdades EST. Possui graduação em História pela Faculdade Porto-Alegrense e pós-graduação em Ciências da Religião e História e Cultura Afro-Brasileira, ambos pela Universidade Cândido Mendes com mais de 600 horas em cursos de extensão universitária, capacitação e aperfeiçoamento na temática afro. Professor de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, pesquisador africanista há mais de 20 anos; Coordenou o Ẹgbẹ́ Ọ̀run Ayé – Associação Afro-Brasileira de Estudos Teológicos e Filosóficos das Culturas Negras no período 2008-2014; colaborador de jornais e revistas especializadas; representa a quinta geração de sua família que vivencia o Batuque, tradição de matriz africana estabelecida no Rio Grande do Sul; sacerdote há mais de 10 anos, foi consagrado Bàbálórìṣà do Ilé Àṣẹ Òrìṣà Wúre, em 2008. Ver Currículo Lattes

REFERÊNCIAS UTILIZADAS NO CURSO

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