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Mostrando postagens com o rótulo Intolerância Religiosa

Por que os batuqueiros não comem arroz com galinha?

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por Hendrix Silveira* Uma das coisas mais incompreendidas na tradição do Batuque são os ewó , ou seja, as interdições. Existem muitas interdições que precisam ser respeitadas pelos iniciados. Temos interdições quanto a certas práticas, interdições de certos horários e interdições alimentares. Estas interdições são importantes para a garantia da plenitude da relação com o sagrado de quem vivencia uma tradição de matriz africana. As mais significativas são aquelas que impõem restrições durante o "resguardo", período de abstinências que se segue às obrigações realizadas no processo iniciático. Neste período, para o Batuque, não se pode beber bebidas alcoólicas, fazer sexo e entrar em ambientes que tenham morte e doença como cemitérios, hospitais e presídios. No tocante a nutrição, até mesmo comer algumas frutas específicas ou café preto, por exemplo, podem ser restritos. Estes interditos são específicos para o período de resguardo e visam cobrir um período de cuidados com nossa ...

COMBATENDO A AFROTEOFOBIA: ARGUMENTOS JURÍDICOS E TEOLÓGICOS PARA A DEFESA DA SACRALIZAÇÃO DE ANIMAIS EM RITOS DE MATRIZ AFRICANA

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Este artigo se propõe a apresentar argumentos tanto jurídicos quanto teológico-religiosos que sirvam para a defesa das práticas imolatórias de matriz africana contribuindo, assim, para que a luta de resistência travada por essas comunidades, diante destas ações persecutórias e inconstitucionais, seja mais justa. Leia mais aqui . Para citar este artigo use a seguinte referência: SILVEIRA, Hendrix. Combatendo a afroteofobia: argumentos jurídicos e teológicos para a defesa da sacralização de animais em ritos de matriz africana. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DA ABHR, 2., 2016, Florianópolis. Anais... . Florianópolis: ABHR, 2016. p. 1-13. Disponível em: <https://www.academia.edu/29720356/Combatendo_a_afroteofobia_argumentos_jur%C3%ADdicos_e_teol%C3%B3gicos_para_a_defesa_da_sacraliza%C3%A7%C3%A3o_de_animais_em_ritos_de_matriz_africana>  . Acesso em: dd mmm. aaaa.

MOVIMENTO EM DEFESA DAS TRADIÇÕES CULTURAIS RELIGIOSAS DE MATRIZ AFRICANA CONTRA O PL 21/2015

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No link abaixo o material com a produção de quatro textos que nos ajudam a discutir o PL 21/2015. Foi produzido com a intenção de socializar elementos que podem constituir bons argumentos na defesa das Tradições de Matriz Africana no tocante ao crescente investimento de segmentos fundamentalistas da sociedade que intencionam destituir essas tradições de sua dignidade e direitos. Sumário Hendrix Silveira TRADIÇÕES CULTURAIS RELIGIOSAS DE MATRIZ AFRICANA: DADOS EPISTEMOLÓGICOS EM CONSONÂNCIA COM A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA VIGENTE Ricardo da Silva Ribeiro ANÁLISE ECONÔMICA DO IMPACTO DO PROJETO DE LEI 21/2015 Miguel dos Santos Cerqueira A EFETIVIDADE DE UM DIREITO FUNDAMENTAL Sidnei Barreto Nogueira CARTA ABERTA À POPULAÇÃO QUE CRÊ NA LAICIDADE DO BRASIL E AOS LÍDERES DAS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS ACERCA DO PROJETO DE LEI 21/2015, DA DEPUTADA REGINA BECKER FORTUNATI (PDT/RS) QUE PROÍBE O SACRIFÍCIO DE ANIMAIS EM RITUAIS RELIGIOSOS...

NOTA OFICIAL DAS INSTITUIÇÕES REPRESENTATIVAS DO POVO DE TERREIRO E DO POVO NEGRO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SOBRE O PL 21/2015

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As Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana são, historicamente, o maior alvo da INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e do RACISMO que é a ideologia estruturante da cultura ocidental, sobretudo a brasileira. Esta sociedade que aí se apresenta é herdeira do pensamento xenófobo (MOORE), eurocêntrico (DUSSEL), colonialista (QUIJANO), epistemicida (SANTOS) e cristianocêntrico (SILVEIRA) que beneficia quem for homem, branco, heterossexual e cristão em detrimento de outros gêneros, etnias, povos e visões de mundo. Entendemos que a Afroteofobia (JESUS) que se refere à demonização e perseguição às Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana motivada por racismo e pela intolerância religiosa, tem recrudescido nos últimos 30 anos e que neste século, por conta da ascensão de representantes de grupos fundamentalistas ao poder público, sobretudo nos parlamentos, tem repercutido sob a forma de criação de leis, muitas vezes disfarçadas, que visam cercear a liberdade de culto dos p...

ÌPÈJẸ: A IMOLAÇÃO NAS TRADIÇÕES DE MATRIZ AFRICANA

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Hendrix Silveira [1] Chamamos de Tradições de Matriz Africana as manifestações civilizatórias africanas que foram transpostas às Américas durante o período do tráfico transatlântico de cativos para o trabalho compulsório nas Américas. Estas manifestações foram adaptadas à realidade da diáspora através de hibridizações, supressões e acréscimos de vários elementos. Para o historiador e etnólogo malinês Amadou Hampâté Bâ [2] , a cultura africana está intimamente vinculada à vida numa concepção de mundo como um todo “onde todas as coisas se religam e interagem. A tradição oral baseia-se em uma certa concepção de homem, do seu lugar e do seu papel no seio do universo.” Deve-se ter em mente que, de maneira geral, todas as tradições postulam uma visão religiosa do mundo. O universo visível é concebido e sentido como o sinal, a concretização ou o envoltório de um universo invisível e vivo, constituído de forças em perpétuo movimento. No interior dessa vasta unidade cósmica, t...

Curso Mídia e Racismo em Sala de Aula

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Se inscreva e divulgue. Estou entre os facilitadores.

Religião afro atacada em Pelotas

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Não tem fim os ataques torpes a religião de matriz africana. A prova de que jornalistas escrevem o que bem entendem sem se preocupar que suas opiniões gerem massa crítica vilipendiadora e inconstitucional esta bem representada em duas postagens do jornalista Rubens Filho, no blog Amigos de Pelotas . A obliquidade cultural do Sr. Rubens Filho, no tocante às religiões de tradição africana, fica evidente já no título grosseiro do texto e que segue no próprio. O autor critica a publicação da notícia como algo "normal". Parece que o nobre jornalista discorda dessa normalidade. Talvez, para ele, seja anormal rituais religiosos que incluem a imolação de animais. Talvez normal seja a imolação apenas nos templos do capitalismo onde são "oferecidas" ao deus Lucro meio milhão de animais por dia para uma população ávida por produtos de couro e "Macs-alguma-coisa". Talvez normal seja comprar carnes num açougue e imaginar que elas brotaram do solo. Talvez seja nor...

Record ataca religiões afro, novamente

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Termo cunhado pelo Teólogo Afro Jayro Pereira de Jesus, Afrotheofobia se refere a discursos e práticas de todo o tipo que discriminem e preconceituam as religiões de matriz africana e afro-brasileiras. As religiões afro foram perseguidas ao longo da história humana devido a uma série de fatores, todos ideológicos. O principal perseguidor, desde sempre, foi o cristianismo tanto direta quanto indiretamente. O que motiva essa perseguição, penso, é um dos elementos mais importantes dessa religião: o conceito de bem e mal, ou melhor, o seu maniqueísmo. Para os cristãos o bem e o mal são forças distintas que se originam em “seres” distintos. Assim o “bem” tem origem em Javé, enquanto o “mal” tem origem no diabo. Estas ideias teológicas possuem fundamentação em Agostinho de  Hipona, que publicou em 426 o seu “Cidade de Deus”, onde descreve o mundo dividido entre o dos homens (o mundo terreno, sem deus e por consequência à mercê do diabo) e o dos céus (o mundo espiritual, livre do mal e ...