domingo, 3 de junho de 2018

Sobre a atual conjuntura

Tenho recebido muitos vídeos e mensagens tanto pelo Facebook, quanto pelo Whatsapp de pessoas desavisadas que compartilham vídeos e áudios de gente mal caráter que usa a atual crise econômica, política e sobretudo a greve dos caminhoneiros como pretexto para, manipulando o povo, exigirem uma intervenção militar no país.

Já vi de tudo:
- Mensagem pedindo para apoiar a greve por um certo período de dias, pois assim legitimaria a intervenção militar;
- Suposto general manipulando as pessoas a acreditarem que, se o poder emana do povo, o povo pode dar poder aos militares para subirem ao poder;
- Gente em Dom Pedrito dizendo que é para tirar as faixas de greve das manifestações e substituí-las por intervenção já! Maior manipulação que está não há
- Até uma propaganda pró militares no poder altamente mentirosa e manipuladora.

Mapa conceitual criado por Hendrix Silveira
Não é possível fazer uma análise dessa conjuntura toda sem levar em conta aspectos de nossa cultura.

Nossa cultura possuí 4 pilares fundamentais: o racismo (que garante poder e privilégios aos brancos em detrimento de outros grupos humanos), o machismo (que garante poder e privilégios aos homens em detrimento de outros gêneros), a heteronormatividade (que garante poder e privilégios aos heterossexuais em detrimento de outras formas de sexualidade) e o cristianocentrismo (que garante poder e privilégios aos cristãos em detrimento dos não cristãos).

Nossa cultura é constituída de várias camadas superpostas que se complementam, interseccionam e até se contradizem, cuja coesão mantém toda a estrutura. Por exemplo: há elementos menores, mas igualmente fortes de nossa cultura como o classismo, ou seja, a divisão de classes que separa os ricos dos pobres e cria códigos morais legitimadores dessas distintas posições. Em parte, o que alimenta este classismo é uma visão de mundo calcada no cristianismo que induz a um discurso de supervalorização do trabalho em detrimento do estudo, por exemplo. Ainda assim, há uma desqualificação do trabalho diante do produto (por exemplo: pagamos tranquilamente mil reais num celular, mas achamos caro 50 reais para uma pessoa capinar o pátio). Esses elementos nos garantem que o processo cultural que estabeleceu a escravidão como estrutura da sociedade no Brasil colônia e Império, prevalece ainda em nossos dias.

Outro elemento importantíssimo e intimamente relacionado ao classismo é o que me faz concordar com Dom Luíz, príncipe herdeiro do trono do Brasil: há uma permanência do desejo brasileiro em ser um aristocrata, um nobre, de sangue azul, separado do povo comum não apenas em sua subcultura, mas também em todos os espaços.

Além de tudo isso, ainda possuímos outro fator construtor de nossas identidades profundamente enraizada em valores cristãos: a cultura messiânica.

Estamos sempre em busca de alguém para nos salvar dos males que nos afligem. Somos cegos e inertes. Acreditamos que somos vítimas de nossos males, ou até mesmo que nos auto-infligimos com eles. Estamos sendo punidos por coisas que fizemos ou algo assim. Logo esperamos um salvador, alguém que venha nos libertar das agruras da vida, de nossos descontentamentos, daquilo que nos faz mal; Por isso sempre esperarmos, não fazemos nada.

Devido a essa apatia somos facilmente manipuláveis pelas pessoas inteligentes que calcam paulatinamente os degraus do poder e uma vez lá criam elementos culturais legitimadores da manutenção de suas posições.

A luta dos grupos minoritários por acesso a direitos historicamente negados e culturalmente subvencionados reflete o que os grupos conservadores, ou seja, os que querem a manutenção dos valores de que já falei, se sintam profundamente ameaçados em suas posições de poder e privilégios. Assim propagam a sua palavra através de seus púlpitos eletrônicos, as redes de TV, que são a maior rede de comunicação dos ditames das classes abastadas aos pobres do Brasil.

A internet serviu por um bom tempo para levar a voz desses grupos minoritários à população e assim fomentar a desconfiança no que é dito pelos telejornais, novelas e atrações legitimadoras do status quo.

Contudo, as elites logo perceberam que a internet também poderia ser usada para seus próprios fins, apostando na cultura apática do povo e de nossa história de massa de manobra para carregar virais que agem profundamente em nossas mentes fazendo-nos acreditar que coisas como uma intervenção militar é a solução para nossos problemas.

Movimento dos caras-pintadas (foto: internet)
Nossa história é recheada de golpes: Dom Pedro I deu um golpe no próprio pai ao emancipar o Brasil de Portugal em 1822; José Bonifácio, seu tutor e fiel amigo deu um golpe em Dom Pedro ao tentar instituir uma constituição que limitava os poderes do imperador, 1823; no ano seguinte é a vez do Partido Português apoiar o imperador, deram um golpe no congresso e promulgaram sua própria constituição que vigorou até 1889, quando os militares em conluio com a poderosa burguesia cafeicultura paulista deram um golpe na monarquia e instituíram a república; O primeiro presidente, Deodoro da Fonseca deu um golpe em si mesmo e dissolve o congresso nacional em 1891. Mais tarde foi derrubado por outro golpe de seu próprio Vice, que então assume a presidência; já em 1930 temos o golpe de Getúlio Vargas ao derrubar o presidente eleito, mas que nem chegou a ser empossado, Julio Prestes. Vargas ficou no poder como ditador por 15 anos. Em seu segundo mandato, agora como populista, Vargas se obriga a se suicidar para evitar um eminente golpe militar. Em 1961 Jânio quadros faz o mesmo ao renunciar. Neste ínterim há uma tentativa às pressas de militares tomarem o poder impedindo o retorno de João Goulart, mas graças a campanha da legalidade liderada por Brizola e por toda a população gaúcha, se conseguiu adiar o golpe militar por mais um tempo até a sua inevitabilidade em 1964. Após a redemocratização, as primeiras eleições diretas foram fraudadas pela Globo que manipulou a opinião pública e elegeu Collor que mais tarde sofre um impeachment por ter confiscado a poupança da população. A Globo pôs Collor lá e também o tirou manipulando os então “caras pintadas”.

Lula é eleito por dois mandatos e elege sua sucessora por mais dois mandatos consecutivos. Ora, isso é uma afronta aos valores já ditos sobre cultura, poder e privilégios. Mais uma vez a mídia manipula as massas ao se valer da insatisfação de um grupo social, historicamente privilegiado, como sendo o de toda a nação para impedir uma presidenta legitimamente eleita por seu projeto político de dar continuidade ao seu trabalho. Sem falar em toda a armação que foi orquestrada “com o supremo, com tudo”, para impedir a candidatura de Lula este ano.

Emerge o nefasto Bolsonaro, eleito o político mais desprezível do mundo por revistas internacionais, como o salvador da pátria – se lembram do que falei mais atrás? Pois é... Mas Bolsonaro é burro demais e os que o apoiavam percebem que não é uma boa aposta. Lula, mesmo preso, tem mais chances de ser eleito que ele. Então o que fazer para que Lula nunca mais  se eleja novamente? - se perguntam. - Golpe militar, claro.

Só que golpe sem apoio de pelo menos parte da população como na marcha pela Família com deus pela liberdade em 1964 e apoio das potências mundiais como Estados Unidos, não consegue se manter. Então estão usando a atual crise para convencer você de que os salvadores do país são os militares. Só que militares no poder é apenas isso, militares no poder. Só mudarão as moscas.

As mudanças profundas em nossa política só podem ocorrer por mobilizações que emanam do povo, que precisa estar consciente de tudo e servir como agente das mudanças e não massa de manobra de grupos que querem o poder espalhando o medo na população.

Não seja um idiota alienado e manipulado por outros. Estude, pense, analise, critique, faça.

Seja massa sim, mas massa crítica e não massa de manobra.

A democracia passa por crises, rotatividade, conflitos, interesses, etc. Seja um agente construtor consciente de nossa história.

Isto é cidadania.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Borí: nascimento e renascimento

Igbá Orí africano
O Borí é um rito de renascimento. Para as tradições de matriz africana o ser humano nasce duas vezes: o parto físico, advindo do ventre de sua mãe e o nascimento espiritual ritualizado no Borí. É o rito mais importante para essa tradição, pois quem a realiza estabelece um vínculo com o seu Òrìṣà garantindo um relacionamento mais profundo. A feitura de Borí está intimamente relacionada à noção ontológica de humanidade (ser físico e ser espiritual). Vários autores como Beniste, Verger, Bastide e outros, têm dito que o termo significa “alimentar à cabeça” (ẹbọ [ébó = oferenda] + orí [ôrí = cabeça]), numa alusão ao fato de estarmos alimentando a nossa cabeça mítica, ou seja, fortalecendo-a. Contudo, caso fosse este o seu significado real, a pronuncia seria “bórí” (escrita bọrí), há até aqueles que, influenciados por essa concepção, têm escrito e divulgado o termo “ẹbọrí”. Entrementes, em todo o Brasil pronunciamos “bôrí” (Borí), o que nos leva a crer num significado diferente: + orí, o “(re)nascer da cabeça”. A cabeça é considerada a parte do corpo mais importante. Ela é a primeira a nascer e é a sede do conhecimento, da inteligência, da individualidade, da sabedoria, da razão e possui todas as ferramentas para que o ser humano os adquira (olhos, ouvidos, nariz, boca) .

É no orí que está determinado nosso plano mítico-social que muitas vezes (e talvez erroneamente) é entendido como destino, o Odù. Entendemos que Odù é o planejamento que Olódùmarè faz para nós quando ainda estamos no Ọ̀rún e que devemos buscar cumpri-lo. Para tanto é necessário descobrirmos qual é e quem nos diz isso é Ọ̀rúnmìlà através da consulta à Ifá pelo jogo de búzios. Contudo temos nosso livre-arbítrio para buscá-lo ou não, mas, como toda escolha individual, existem consequências. Já o ẹsẹ̀, como dissemos antes, é o “símbolo do poder e atividade” da possibilidade de realização das designações do Orí.
Igbá Orí do Batuque

Todos estes elementos estão representados no Igbá Orí que recebe oferendas de tempos em tempos através do rito de Borí.

Como dissemos, o Borí é um rito de renascimento. Para as tradições de matriz africana o ser humano nasce duas vezes: o parto físico, advindo do ventre de sua mãe e o nascimento espiritual ritualizado no Borí.

É durante o rito de Borí que o orí (cabeça), o ara (corpo) e o ẹsẹ̀ (pés) recebem oferendas sacrificiais. Este rito também é escatológico, pois propicia longevidade e uma pós-vida plena garantida na ancestralização. A feitura de Borí está intimamente relacionada a noção ontológica de humanidade e deve ser refeito todos os anos como num contrato mítico entre a pessoa, as divindades envolvidas na sua constituição e Ìkú, a Morte.


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Trecho adaptado de nossa dissertação de mestrado em Teologia intitulada "Não somos filhos sem pais": história e teologia do Batuque do Rio Grande do Sul (2014) defendida nas Faculdades EST.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

São Jorge e Ògún: sincretismo ou hibridismo

Quando Diocleciano assumiu o poder no Império Romano proclamou uma série de reformas com a intenção de reorganizar o Império que estava já decadente desde o domínio pela dinastia dos Severos. Para garantir a eficiência das reformas era necessário um Estado coeso e forte representado na doutrina que pregava a origem divina dos césares romanos.
Imagem coletada da internet
O cristianismo foi levado à Roma pelo apóstolo Pedro na década de 50 d.C. Esta então seita do judaísmo pregava que Jesus de Nazaré era o messias e salvador do povo judeu. Como condenava a idolatria e defendiam a existência de um único Deus, os cristãos se negavam a adorar a figura do imperador como uma divindade, pré condição imperial para a liberação de práticas religiosas não romanas em seu território.
Com isso os embates entre cristãos e romanos resultaram numa perseguição que concluía na morte de milhares de devotos. No século III muitas famílias de cristãos já seguiam essa ainda seita judaica há poucos gerações. Entre eles está a família de Gerôncio, embora soldado romano, e sua esposa Policrômia. Na Capadócia, atual Turquia, eles tem um filho e o chamam de Jorge. Embora Gerôncio tenha morrido em campanha militar, seu filho segue seus passos também ingressando no exército romano onde rapidamente chega ao posto de capitão.
Seus feitos como soldado o catapultam até se tornar um dos melhores tribunos do imperador Diocleciano. Contudo, o édito imperial que obrigam a todos os soldados a rejeitarem o cristianismo sob pena de morte e a prestar devoção aos deuses romanos fazem com que Jorge se declare publicamente um cristão.
É torturado inúmeras vezes, mas não nega a sua fé. Por isso é condenado a decapitação por golpe de espada, ordem que é executada em 23 de abril de 303.Seus restos mortais descansam na Igreja de São Jorge em Lida na Palestina (hoje Israel).
Ògún - obra de Cláudia Krindges
Logo sua história e lendas em torno de sua figura se mesclam o tornando um santo por martírio e aclamação popular. Durante as cruzadas sua imagem foi utilizada como estandarte para proteção dos soldados nas batalhas. Inglaterra e Portugal o tem como padroeiro. Este último o traz como estandarte na empreitada colonizadora sul-americana.
No processo de cristianização de africanos escravizados a Igreja Católica tentou sincretizá-lo com a divindade da guerra yorùbá Ògún. A intenção era a mesma aplicada séculos antes na própria Europa: conversão a longo prazo. Ao sincretizar as divindades africanas com os santos católicos, a Igreja esperava cristianizá-los com o passar do tempo e mesmo das gerações. Mas o que não esperavam é que a cultura africana fosse xenofílica. Os africanos não entenderam que São Jorge e Ògún eram a mesma divindade, mas sim que ao chamar Ògún de São Jorge, poderiam cultuar sua divindade debaixo dos narizes de seus escravizadores sem serem molestados. A este processo o pensador indiano Homi K. Bhabha chamou de hibridismo.
A partir de uma carta publicada no dia 29 de julho de 1983 no Jornal da Bahia intitulada Santa Bárbara não é Iansã e assinada por cinco das mais respeitadas Ìyás de Salvador - Stella de Oxossi, Menininha do Gantois, Tete de Yansã, Olga do Alaketo e Nicinha do Bogum - teve início um processo denominado de dessincretização onde rejeita-se toda e qualquer manifestação que sugira sincretismo entre as divindades africanas e os santos católicos.
Recorte do Jornal da Bahia de 29 de julho de 1983 onde foi
publicado a carta pública "Santa Bárbara não é Iansã"
Muitas pessoas abraçam fervorosamente esta proposta que buscava primeiramente um reconhecimento público de que as tradições de matriz africana podiam ser interpretadas como uma religião em si e não uma seita católica. Essa luta por reconhecimento e respeito caracteriza essa tradição desde os primórdios da história dos negros no Brasil. Entretanto para alguns mais conservadores representou o início da destruição de uma tradição secular originada nas confrarias religiosas que tinham por objetivo socializar os africanos e seus descendentes neste país.
No caso do Batuque essa discussão é bem mais recente. Me atrevo a dizer que foi a provocação do Prof. Jayro Pereira de Jesus, no início deste século que o sincretismo começou a ser questionado. As redes sociais hoje reproduzem a crítica ao sincretismo sem refletir muito sobre ela, o que me parece estar mais vinculado a ideia de uma busca por um suposto purismo. Busquei o caminho contrário e encontrei nas datas festivas dos santos católicos um tempo e espaço de resistência das tradições de matriz africana engendrado na ideia de universalização do culto africano e também numa forma de unificação de um culto costumeiramente espargido pelas comunidades afro.
Assim, hoje posso dizer tranquilamente que Ògún também pode ser comemorado em 23 de abril como num culto mais coletivo que extrapola as comunidades e ganha o povo leigo. Afinal, São Jorge certamente era filho de Ògún.

Àṣẹ oo! 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Povo de Terreiro também tem que ser politizado

Uma Casa de Santo não é isenta da política. De fato é o apedeutismo político de nosso povo que faz com que não busquemos fortalecer as políticas que nos favorecem.

O discurso do batuqueiro é o de rechaço às questões políticas, talvez por medo de perder filhos de santo ou sei lá. O fato é que isso apenas garante espaço para que outros segmentos da população tomem as decisões. Os batuqueiros são um segmento da sociedade e têm o dever cidadão de acompanhar os processos políticos e verificar quais são os projetos que lhe beneficiam como coletivo, pois nossa visão de mundo é comunitária. Não podemos ficar alheios aos acontecimentos políticos que visam nos subalternizar, desmontar direitos adquiridos e até nos calar.

O golpe político que retirou Dilma do poder e que tenta impedir Lula de ser candidato nas próximas eleições não é um ataque às pessoas de Dilma e Lula ou ao PT, mas sim um ataque aos projetos políticos implementados por eles. Projetos esses que deram poder ao povo empobrecido.

Também é um atentado à democracia, pois tenta impedir que uma pessoa se candidate por meio da politização da justiça.

Lula foi condenado sem provas contundentes. Foi condenado apenas por indícios e convicções. Se um ex-presidente aclamado pelo povo e por lideranças internacionais sofre isso, o que pode acontecer conosco, reles mortais na fila do pão?





terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Caridade x Assistencialismo x EconomiaComunitária

Li um pequeno texto num blog que tentava discutir a diferença entre caridade e assistencialismo. Contudo o argumento do texto é muito senso comum.

Caridade e Assistencialismo são exatamente a mesma coisa. A diferença está em quem o promove. A caridade é sempre promovida por indivíduos, enquanto que o assistencialismo é promovido por instituições e órgãos públicos ou privados, inclusive instituições religiosas.

A palavra "caridade" vem do latim "cáritas" que significa "favor" ou "ajuda". Tanto a caridade quanto o assistencialismo não contribuem para a promoção de igualdade social, pelo contrário, mantém as desigualdades. De fato as desigualdades são até necessárias. É necessário ter pobres para que se faça a caridade e se promova o assistencialismo. Estas ações não alteram o status quo. Geralmente as pessoas e entidades que promovem a caridade e o assistencialismo doam apenas o excedente de seus lucros justamente para pacificar as massas empobrecidas.

Os projetos de inclusão social como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Ciência Sem Fronteiras e Fome Zero não são assistencialismo justamente porque alteraram o status quo. São políticas públicas que fizeram com que mais de 50 milhões de brasileiros saíssem da pobreza e mais de 100 milhões entrassem para a classe média. O assistencialismo jamais promoveria tal alteração.

O que realmente é um contraponto à caridade e ao assistencialismo é a economia comunitária, onde se estabelecem direitos iguais no acesso aos bens de consumo e aos serviços de saúde, segurança e educação.

* Texto originalmente publicado no Facebook em 28 de dezembro de 2015.
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