quarta-feira, 30 de maio de 2012

Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Encontrei uma parte deste texto enquanto fazia uma limpa na minha estante, vendo o que poderia ser descartado e o que eu deveria manter. Ele é antigo, de 05 de fevereiro de 2006, mas acho que é bem pertinente para este momento em que, novamente, os inconformados discutem a validade das cotas na UFRGS. No texto que tenho está assinado por Antônio Lima, e está com a data já mencionada. Não sei quem é nem sei se foi ele o autor do texto. Vasculhando pela internet não tive dificuldades em encontrar o texto completo noutro blog e o reproduzirei na íntegra.
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Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Estudantes racistas da UFRGS exercendo sua inteligência
 superior para dar vasão á sua liberdade de expressão.
Este texto é um manifesto escrito e subscrito por brancos que compõem a comunidade escolar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é uma retumbante admissão pública, por nossa parte, de que vivemos em um contexto de exclusão estrutural de negros e indígenas dos benefícios e espaços de cidadania produzidos por nossa sociedade e onde, ao mesmo tempo, é produzida uma teia de privilégios a nós brancos, que torna completamente desigual e desumana nossa convivência. Somos opressores, exploradores e privilegiados mesmo quando não queremos ser. O racismo não é um "problema dos negros", mas também dos brancos. É pelo reconhecimento destes privilégios que marcam toda nossa existência, mesmo que nós brancos não os enxerguemos cotidianamente, que exigimos a imediata aprovação de Ações afirmativas de Reparação às populações negras e indígenas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No Brasil vivemos em um estado de racismo estrutural. Já é comprovado que raça é um conceito biologicamente inadmissível, só existe raça humana e pronto. Mas socialmente, nos vemos e construímos nossa realidade diária em cima de concepções raciais. Portanto, raça é uma realidade sociológica. Não é uma questão de que eu ou você sejamos pessoalmente preconceituosos. Mas é só olhar para qualquer pesquisa que veremos como existe um processo de atração e exclusão de pessoas para estes ou aqueles espaços sociais, dependendo de sua cor. Não é à toa que não temos quase médicos negros, embora eles sejam a maioria nas filas dos postos de saúde; que quase não vemos jornalistas negros, mas estes são expostos diariamente em páginas policiais; que não temos quase professores negros, especialmente em posições com melhores salários, e vemos alunos negros apenas em escolas públicas enquanto, na universidade pública quase só encontramos brancos.

A situação dos indígenas não é diferente, quando eles ainda sofrem lutando pelo direito mínimo de ter suas terras e aldeias, mesmo isso lhes é surrupiado pelos brancos. Vamos parar com esta falácia de dizer que não aceitamos cotas raciais na universidade, porque não queremos ser racistas: se vivemos no Brasil, se fomos criados nesta cultura, se construímos nossas vidas dentro deste conjunto de relações onde a raça é um elemento determinante, somos todos racistas! Não fujamos da realidade. Não usemos a falsa desculpa de que não queremos criar divisões entre raças no Brasil. Nossa sociedade poderia ser mais dividida racialmente do que já é hoje?

O estudo de Marcelo Paixão intitulado "Racismo, pobreza e violência", compara o IDH dos brancos e dos negros dentro do Brasil. O IDH tenta medir a qualidade de vida das populações, combinando os três fatores que, por abranger, cada qual, uma imensa variedade de outros, seriam os essenciais para a medição: renda por habitante, escolaridade e expectativa de vida. Na última versão do IDH, de 2002, o Brasil ocupa o 73º lugar entre 173 países avaliados, mesmo possuindo todas as riquezas nacionais e sendo o 11º país mais desenvolvido economicamente no mundo. Porém, entre 1992 e 2001, enquanto em geral o número de pobres ficou 5 milhões menor, o dos pretos e pardos ficou 500 mil maior. [Consideram-se brancos 53,7% dos brasileiros; pretos ou pardos, 44,7%, que chamaremos, hora em diante de negros]. O estudo mostra que Brasil dos brancos seria, na média o 44º do mundo em matéria de desenvolvimento humano, ao passo que o Brasil dos negros estaria no 104º lugar!!!

Nada disso é novidade, porém, para quem aceita viver com os olhos minimamente abertos. Temos que reconhecer que vivemos num sistema estruturalmente racista, que se reproduz em cima de mecanismos constantes de exclusão e exploração dos negros e de privilégios naturalizados aos brancos. Em um sistema racista, pessoas brancas se beneficiam do racismo, mesmo que não tenham intenções de serem racistas. Nós brancos não precisamos enxergar o racismo estrutural porque não sofremos diariamente diversos processos de exclusão e tratamento negativamente diferencial por causa de nossa raça. Nossa raça (e seus privilégios) são tornados invisíveis dia-a-dia. Este sistema de privilégios invisíveis a nós brancos é que nos põe em vantagens a todo instante, por toda nossa vida, em todas as situações, e que destroça qualquer tentativa de pensarmos que estamos onde estamos apenas por méritos pessoais. Que mérito puro pode ter qualquer branco de estar no lugar confortável em que se encontra hoje, mesmo que tenha saído da pobreza, dentro de um sistema que lhe privilegiou apenas por ser branco, ao mesmo tempo em que prejudicou outros tantos apenas por serem negros?

Vamos apresentar uma breve listinha de circunstâncias em nossas vidas que expõem nossos privilégios de brancos e que, embora não percebêssemos, embora os víssemos apenas como relações naturais para nós, por sermos pessoas normais e "de bem", foram decisivas para nos trazer onde estamos (e por não serem vivenciados também por negros e indígenas, seu resultado é fazer com que seja tão desproporcional o número destas populações dentro da UFRGS, por exemplo):

1) Sempre pude estar seguro de que a cor da minha pele não faria as pessoas me tratarem diferentemente na escola, no ônibus, nas lojas, etc;

2) Estou seguro de que a cor da pele dos meus pais nunca os prejudicou em termos das busca ou da manutenção de um emprego;

3) Estou seguro de que a cor da pele dos meus pais nunca fez com que seu salário fosse mais baixo que o de outra pessoa cumprindo sua mesma função;

4) Posso ligar a televisão e ver pessoas de minha raça em grande número e muitas em posições sociais confortáveis e que me dão perspectivas para o futuro;

5) Na escola, aprendi diversas coisas inventadas, descobertas, grandes heróis e grandes obras feitas por pessoas da minha raça;

6) A maior parte do tempo, na escola, estudei sobre a história dos meus antepassados e, por saber de onde eu vim, tenho mais segurança de quem sou e pra onde posso ir; 

7) Nunca precisei ouvir que no meu estado não existiam pessoas da minha raça;

8) Nunca tive medo de ser abordado por um policial motivado especialmente pela cor da minha pele;

9) Já fiz coisas erradas e mesmo ilegais por necessidade, e nunca tive medo que minha raça fosse um elemento que reforçasse minha possível condenação;

10) Posso ir numa livraria e perder a conta de quantos escritores de minha raça posso encontrar, retratando minha realidade, assim como em qualquer loja e encontrar diversos produtos que respeitam minha cultura;

11) Nunca sofri com brincadeiras ofensivas por causa de minha raça;

12) Meus pais nunca precisaram me atender para aliviar meu sofrimento por este tipo de "brincadeira";

13) Sempre tive professores da minha raça;

14) Nunca me senti minoria em termos da minha raça, em nenhuma situação;

15) Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheci até hoje eram da mesma raça que eu;

16) Posso falar com a boca cheia e ficar tranqüilo de que ninguém relacionará isso com minha raça; 

17) Posso fazer o que eu quiser, errar o quanto quiser, falar o que eu quiser, sem que ninguém ligue isso a minha raça;

18) Nunca, em alguma conversa em grupo, fui forçado a falar em nome de minha raça, carregando nas costas o peso de representar 45% da população brasileira;

19) Sempre pude abrir revistas e jornais, desde minha infância, e estar seguro de ver muitas pessoas parecidas comigo;

20) Sempre estive seguro de que a cor da minha pele não seria um elemento prejudicial a mim em nenhuma entrevista para emprego ou estágio;

21) Se eu declarar que "o que está em jogo é uma questão racial" não serei acusado de estar tentando defender meu interesse pessoal;

22) Se eu precisar de algum tratamento medico tenho convicção de que a cor da minha pele não fará com que meu tratamento sofra dificuldades;

23) Posso fazer minhas atividades seguro de que não experienciarei sentimentos de rejeição a minha raça.

Esta realidade destroça meu mito pessoal de meritocracia. Minha vida não foi o que eu sozinho fiz dela. Muitas portas me foram abertas baseadas na minha raça, assim como fechadas a outras pessoas. A opção de falar ou não em privilégios dos brancos já é um privilegio de brancos. Se o racismo, e os privilégios dos brancos são estruturais, as ações contra o racismo devem ser também estruturais. Racismo não é preconceito: racismo é preconceito mais poder. Se não forçarmos mudanças nas relações e posições de poder em nossa sociedade, estaremos reproduzindo o racismo que recebemos. E agora chegou a hora de a universidade dizer publicamente: vai ou não vai "cortar na própria pele" o racismo que até hoje ajudou a reproduzir, estabelecendo imediatamente Cotas no seu próximo vestibular? Se mantivermos o vestibular "cego às desigualdades raciais" estaremos, na verdade, mantendo nossos olhos fechados para as desigualdades raciais que nós mesmos ajudamos a reproduzir sociedade afora.

Nós, brancos da universidade que assinamos esta carta já nos posicionamos: exigimos cortar em nossa própria pele os privilégios que até hoje nos sustentaram. Cotas na UFRGS já!



terça-feira, 29 de maio de 2012

Oficinas de Temática Afrodescendente

I Seminário Estadual de Estudos das
Religiões de Matriz Africana
Desde 2006, quando trabalhei no Memorial do Rio Grande do Sul, desenvolvi e realizo duas oficinas voltadas para a compreensão da temática afrodescendente. Estas oficinas já atenderam cerca de 30 escolas (algumas repetiram em anos seguidos), totalizando juntas mais de 5 mil espectadores entre alunos e professores desde as séries finais do Ensino Fundamental até cursos de graduação na PUC, Unilasalle e FAPA; além de cursos de formação para funcionários no Hospital Cristo Redentor e em terreiros afro-gaúchos.

Agende as oficinas em sua instituição ou templo através dos fones (51) 33547119 (Oi fixo) - 91771712 (Claro) - 85614469 (Oi) - 82855783 (Tim) - 93178662 (Claro). Valores acessíveis.

Abaixo release das oficinas.

1 - Oficina Educação Anti-Racista e a História e Cultura Africana e Afro-Brasileira

Formação no Hospital Cristo Redentor
O racismo no Brasil existe de forma naturalizada o que torna a compreensão da necessidade da luta anti-racista muito difícil de ser assimilada. Isto se deve aos mecanismos criados historicamente para segregar o negro em nossa sociedade. Esta oficina resgata a História dos africanos e seus descendentes na África e no Brasil como proposta de superação deste racismo à partir dos parâmetros preconizados pela Lei 10.639/03.
Com o objetivo de compreender os processos que geraram o racismo existente na sociedade brasileira de hoje e sugerir formas e métodos para a sua superação, trabalhando os seguintes conteúdos: a dinâmica do racismo no Brasil; história e cultura da África; as etnias africanas e seu legado; a dinâmica da escravidão no Brasil e o negro na sociedade de hoje.


2 - Oficina Religião e Religiosidade Africana e Afro-Brasileira

Nos deparamos, nos dias de hoje, com um crescente investimento de pessoas mal esclarecidas na fomentação da intolerância religiosa. Isto se dá por total desconhecimento por parte do agressor a qualquer religião que não seja a professada por ele. As religiões de matriz africana são religiões que foram discriminadas desde a época da escravidão até os dias atuais. Esta oficina resgata a História, a Teologia e a Filosofia das culturas religiosas africanas como proposta para a superação da intolerância para com as religiões afro-brasileiras.
O objetivo dessa oficina é compreender os processos históricos dos africanos e afro-descendentes e sua cosmovisão, gerando, assim, um sentimento de tolerância e, sobretudo, respeito à cultura afro-religiosa.
Formação de Professores da SEC
na Casa de Cultura Mário Quintana
Para tanto, serão trabalhados os seguintes conteúdos: a História e Cultura da África; as etnias africanas e suas permanências na religiosidade do brasileiro; a dinâmica da escravidão no Brasil; e a Cosmovisão africana.


Como metodologia para ambas as oficinas serão utilizadas aulas dialogadas onde nos apropriamos do conhecimento empírico dos alunos para construir o conhecimento crítica e reflexivamente com o auxílio de músicas, vídeos e exposição de slides.

Como material de apoio será necessário o uso de projetor de vídeo (datashow) e caixa de som com possibilidade de acoplação do notebook; ou retroprojetor e aparelho de CD; ou TV e DVD.

Estas oficinas tem como público alvo professores e alunos do ensino superior, do ensino médio, das séries finais do ensino fundamental, do ensino profissionalizante, da educação de jovens e adultos (EJA), afro-religiosos e demais interessados.

Em dia único cada oficina tem duração média de uma hora e trinta minutos (1h30min), mas há a possibilidade de desmembramento para buscar maior profundidade dos temas trabalhados totalizando até oito horas.


Meu currículo pode ser visto na Plataforma Lattes.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Qual a classificação das religiões afro?


 Existem muitas teorias a respeito da classificação das religiões de matriz africana. Alguns estudiosos às classificam como sendo animistas, pois entendem que os Orixás são as forças ou elementos que animam a natureza. Alguns esotéricos até chamam os Orixás de Elementais, pois entendem que Eles são como estes seres protetores da natureza. Outros pesquisadores entendem que os Orixás são deuses, pois possuem templos dedicados à Eles, poderes capazes de realizar feitos incríveis e que podemos interagir diretamente com Eles. Há ainda uma terceira teoria que afirma o monoteísmo dessas religiões com base na análise da figura de Olódùmarè, que é completamente deixada de lado pelas teorias anteriores.
Olódùmarè (ou Ọlọ́runỌba-Ọ̀run, etc.) é entendido pelos iorubás como sendo o seu Deus. Detentor dos poderes que possibilitam e regulam toda a existência, tanto no Ọ̀run (mundo imaterial, transcendente) como no Àiyé (mundo material, imanente). É de Olódùmarè que vem o Àṣẹ, a força imaterial divina, poder de criação e transformação de todas as coisas.
Teólogos, desde Santo Agostinho de Hipona, têm afirmado que Deus é o ser supremo, princípio gerador do mundo nas religiões. O que sustenta o monoteísmo é a crença na existência de um único Deus que é a origem de todas as coisas existentes, sendo descrito com atributos de perfeição: infinitude, imutabilidade, eternidade, bondade, conhecimento e poder. Além destes, existem três atributos específicos que são amplamente divulgados: onisciência, onipotência e onipresença.
Em Olódùmarè encontramos todos esses elementos, pois Ele é o Criador, pois tudo aquilo que existe, inclusive os Orixás, todas as formas de espíritos, todos os seres viventes, e o próprio trabalho da criação da Terra, têm sua origem nEle; é rei, pois os iorubás o veem como um rei com majestade única e incomparável; é Juíz, pois todos os atos dos homens e até dos Orixás não escapam ao seu julgamento; é onipotente, pois para Ele nada é impossível; é imortal, pois a morte é criação sua e não pode submeter-lhe; é único, por isso não existe formas de culto, imagens ou pinturas, pois não pode ser comparado; é onisciente, possui a plena consciência; é transcendente, pois está acima do mundo; é entendido como sagrado tão ritual como eticamente.
Os Orixás, pelo contrário, não são deuses, pois não possuem essas qualidades. Os Orixás foram criados por Olódùmarè e ganharam dEle seus poderes, assim cada Orixá é entendido como uma manifestação de Olódùmarè, mas não Ele mesmo.
Cada Orixá tem demandas específicas e receberam de Olódùmarè poderes para realizá-las. São intercessores dos homens junto a Deus e expressam a vontade de Deus junto aos homens. Em Teologia comparada com o cristianismo, os Orixás seriam criações semelhantes aos anjos. Possuem amplos poderes, mas não são oniscientes, pois dependem de Ọ̀rúnmìlà para tomar decisões; não são onipotentes, pois dependem uns dos outros para executar suas tarefas com plenitude; não são onipresentes, pois sua presença tem que ser evocada. Por isso tudo os Orixás não podem ser confundidos com deuses.
Se somente Olódùmarè é Deus, então a classificação das religiões de matriz africana só pode ser o monoteísmo.

Referências

ADÉKỌ̀YÀ, Olúmúyiwá Anthony. Yorùbá: tradição oral e história. Terceira Imagem: São Paulo, 1999.
BENISTE, José. Ọ̀run-Àiyé: o encontro de dois mundos: o sistema de relacionamento nagô-yorubá entre o céu e a terra. 6ª ed. Bertrand Brasil: Rio de Janeiro, 2008. 336p.
BOTAS, Paulo Cezar Loureiro. Carne do sagrado, Edun Ara: devaneios sobre a espiritualidade dos orixás. Koinonia Presença Ecumênica e Serviço/Vozes: Rio de Janeiro/Petrópolis, 1996.
DEUS. Wickipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus>. Acesso em: 24 maio 2012.
DEUS. Enciclopédia Microsoft Encarta 2001. Microsoft Corporation, 2001. 1 CD-ROM.
ÌDÒWÚ, E. Bólájí. Olódùmarè: God in yorùbá belief. Longmans: Londres, 1968.
KI-ZERBO, Joseph. História da África negra. 3ª ed. Europa-América: Portugal, 1999.
SANTOS, Juana Elbein dos. Os nagô e a morte: pàdé, aṣèṣè e o culto égun na Bahia. Petrópolis: Vozes, 1986.
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás: deuses iorubás na África e Novo Mundo. Salvador: Corrupio, 1997.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Curso de Iorubá em Porto Alegre

Recebi hoje um e-mail do Prof. Dr. - e meu amigo pessoal - Norton F. Corrêa divulgando um curso de Iorubá ministrado pelo Prof. Gideon Babalola Idowu na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.

O Prof. Corrêa ainda informa o que segue:

"O Prof. Idowu, africano da etnia Iorubá, graduado em Letras pela UFRGS e com estudos nos EUA, é autor de uma ótima gramática iorubá, recentemente reeditada [Uma abordagem moderna ao yorùbá (nagô): Gramática, Exercícios, Mini Dicionário].
Meu amigo pessoal desde muitos anos, quando estudou e se radicou em Porto Alegre, me auxiliou, muitas vezes, na tradução de palavras utilizadas no batuque. É um profissional muito sério, competente e profundo estudioso da língua Iorubá, características estas pelas quais o recomendo.
Assim, peço aos amigos o obséquio de divulgar o curso através de seus sítios e redes de relacionamento, pelo que agradeço.
Maiores informações no sítio www.edeyoruba.com ou com o Prof. Gideon, pelo email Gideon Idowu gidowu@gmail.com
Um grande abraço e tudo de bom para todos.
Norton F. Corrêa"


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Metodologia de pesquisa afro-religiosa

Uma discussão entre eu e um amigo num grupo do Facebook chamou a atenção de Bàbá Gilson de Obá que quis publicar no seu blog.

Transformei a discussão num pequeno texto sobre metodologia simplificada para a pesquisa sobre a religião afro.

Clique aqui para ler.

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