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Mostrando postagens com o rótulo Notícias

Batuque e Carnaval

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Às vezes me aborreço com alguns batuqueiros... Está tendo um polêmica porque sacerdotes e sacerdotisas do Batuque realizaram um ritual simbólico de lavagem do Porto Seco antes dos desfiles de carnaval que, por ordem do prefeito Marchezan do PSDB, foram proibidos de ser realizados na data tradicional talvez esperando uma desmobilização dos carnavalescos, que não houve. Acontece que horas antes do início dos desfiles os bombeiros interditaram o sambódromo (porque é isso o que efetivamente é, ainda que tenha um nome mais abrangente) proibindo os desfiles alegando falta de segurança. Horas antes do desfile! É mais do que óbvio que se trata de uma sabotagem da prefeitura à festa dos pobres e pretos. Quem não vê isso é cego ou age de má fé. Ora, pois não é que há batuqueiros dizendo que isso é punição dos Orixás porque foi feito o rito simbólico? Sinceramente, são mentes colonializadas que não sabem nada de cultura africana e regurgitam achismos cristianocentrados como se fossem dou...

Sobre brancos e turbantes*

Dia desses vi minha neta Sophia, de 5 anos, pegar a boneca de outra, a Lívia, de 2 anos. Logicamente a Lívia protestou, mas a atitude do pai delas foi de garantir o brinquedo com Sophia e usou de vários argumentos para tanto - desde "é apenas uma boneca" até que a outra deve aprender a compartilhar, etc. - que então passou a debochar da irmã. Um outro fato também ocorreu por esses dias: uma jovem branca usava um turbante de estilo africano e foi interpelada por uma outra jovem, esta negra, identificada apenas como ativista, que teria dito que aquela não deveria usar turbantes afro porque é branca e isto seria uma apropriação cultural indevida. A jovem branca logo publicou em sua rede social de forma que foi totalmente apoiada por muitos brancos e até alguns negros. O caso da menina foi marcado pela frase "vai ter branca de turbante sim". Uma apropriação descabida da expressão que tem sido usada por mulheres, negros, homossexuais e afro-religiosos na luta po...

NOTA OFICIAL DAS INSTITUIÇÕES REPRESENTATIVAS DO POVO DE TERREIRO E DO POVO NEGRO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SOBRE O PL 21/2015

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As Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana são, historicamente, o maior alvo da INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e do RACISMO que é a ideologia estruturante da cultura ocidental, sobretudo a brasileira. Esta sociedade que aí se apresenta é herdeira do pensamento xenófobo (MOORE), eurocêntrico (DUSSEL), colonialista (QUIJANO), epistemicida (SANTOS) e cristianocêntrico (SILVEIRA) que beneficia quem for homem, branco, heterossexual e cristão em detrimento de outros gêneros, etnias, povos e visões de mundo. Entendemos que a Afroteofobia (JESUS) que se refere à demonização e perseguição às Tradições Culturais e Religiosas de Matriz Africana motivada por racismo e pela intolerância religiosa, tem recrudescido nos últimos 30 anos e que neste século, por conta da ascensão de representantes de grupos fundamentalistas ao poder público, sobretudo nos parlamentos, tem repercutido sob a forma de criação de leis, muitas vezes disfarçadas, que visam cercear a liberdade de culto dos p...

Livro sobre Batuque pode ser adquirido direto com autor

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O Prof. Dr. Norton Figueiredo Corrêa, professor da Universidade Federal do Maranhão e autor do livro O Batuque do Rio Grande do Sul: antropologia de religião afro-rio-grandense , que é referência nos estudos antropológicos sobre o Batuque, tradição de matriz africana típica do Rio Grande do Sul, nos informa que seu livro pode ser adquirido diretamente com ele. O livro, que também está disponível pelo site OLX, pode ser adquirido pelo preço de 50 reais, mais frete (em torno de 9,00, para o RS). O Prof. Norton ainda informa que o livro adquirido vai com dedicatória personalizada. O quê: O batuque do Rio Grande do Sul: antropologia de uma religião afro-rio-grandense . 2ª ed. São Luís: Editora Cultura & Arte, 2006. 296p. Quanto: R$ 50,00 + frete Onde: OLX ou nortonfc38@gmail.com

Ilê Oxum Docô tem nova consultora

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O Ilê Oxum Docô é uma casa de culto aos Orixás conhecida internacionalmente. Devido a grande procura por parte do público, o Ilê possui um quadro de consultores semelhante ao o que ocorre nos grandes templos africanos, e a mais nova integrante desse quadro é Ìyá  Patricia de Ọya . Ìyá Patricia de Ọya é descendente de uma linhagem de mulheres negras sacerdotisas do culto aos Orixás. Sua avó, Mãe Wilma de  Yemọjá,   foi uma conhecida Mãe-de-Santo no município de Viamão e sua mãe, Itacira de Xapanã, tem mais de 50 anos de vasilha. Ìyá Patricia foi iniciada por Pai Pedro de Oxum Docô em 2006, recebendo seus axés em 2009 devido a grande dedicação e fé no culto aos Orixás. Além de consultora no Ilê Oxum Docô, Ìyá Patricia também é a Ìyá kékeré do  Ilé Àṣẹ Òrìṣà Wúre , casa de culto aos Orixás que fundou ao lado de seu marido Bàbá Hendrix de  Ọ̀rúnmìlà, e está estudando para prestar vestibular na área de Filosofia. Especialista em problemas amorosos - talv...

Prefeita negra em cidade alemã!

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Se alguém ainda não sabia... a Prefeita eleita na cidade de Dois Irmãos, Tânia da Silva, do PMDB, além de mulher e separada, é negra. E suas longas tranças afros deixam claro que ela não tem vergonha de suas origens. Tânia Terezinha da Silva é natural de Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, mas quando ainda criança seus pais fixaram residência em Dois Irmãos. É enfermeira e venceu as eleições para a prefeitura de Dois Irmãos com 51,67% dos votos, quebrando vários tabus. Dois Irmãos é um município gaúcho intimamente ligado à imigração alemã no Rio Grande do Sul, pois em 1825 recebeu os 2 primeiros imigrantes alemães, menos de um ano após São Leopoldo, o primeiro núcleo. A cultura do município preserva as origens alemãs em festas e comemorações, além da língua falada em muitos lares. Dos 27.572 habitantes da cidade, apenas 6,13% consideram-se negros ou pardos. Parabéns, Prefeita Tânia da Silva! *Recebido por e-mail do Prof. Ms. Jorge Euzébio...

Religião afro atacada em Pelotas

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Não tem fim os ataques torpes a religião de matriz africana. A prova de que jornalistas escrevem o que bem entendem sem se preocupar que suas opiniões gerem massa crítica vilipendiadora e inconstitucional esta bem representada em duas postagens do jornalista Rubens Filho, no blog Amigos de Pelotas . A obliquidade cultural do Sr. Rubens Filho, no tocante às religiões de tradição africana, fica evidente já no título grosseiro do texto e que segue no próprio. O autor critica a publicação da notícia como algo "normal". Parece que o nobre jornalista discorda dessa normalidade. Talvez, para ele, seja anormal rituais religiosos que incluem a imolação de animais. Talvez normal seja a imolação apenas nos templos do capitalismo onde são "oferecidas" ao deus Lucro meio milhão de animais por dia para uma população ávida por produtos de couro e "Macs-alguma-coisa". Talvez normal seja comprar carnes num açougue e imaginar que elas brotaram do solo. Talvez seja nor...

Record ataca religiões afro, novamente

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Termo cunhado pelo Teólogo Afro Jayro Pereira de Jesus, Afrotheofobia se refere a discursos e práticas de todo o tipo que discriminem e preconceituam as religiões de matriz africana e afro-brasileiras. As religiões afro foram perseguidas ao longo da história humana devido a uma série de fatores, todos ideológicos. O principal perseguidor, desde sempre, foi o cristianismo tanto direta quanto indiretamente. O que motiva essa perseguição, penso, é um dos elementos mais importantes dessa religião: o conceito de bem e mal, ou melhor, o seu maniqueísmo. Para os cristãos o bem e o mal são forças distintas que se originam em “seres” distintos. Assim o “bem” tem origem em Javé, enquanto o “mal” tem origem no diabo. Estas ideias teológicas possuem fundamentação em Agostinho de  Hipona, que publicou em 426 o seu “Cidade de Deus”, onde descreve o mundo dividido entre o dos homens (o mundo terreno, sem deus e por consequência à mercê do diabo) e o dos céus (o mundo espiritual, livre do mal e ...

Curso de Iorubá em Porto Alegre

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Recebi hoje um e-mail do Prof. Dr. - e meu amigo pessoal - Norton F. Corrêa divulgando um curso de Iorubá ministrado pelo Prof. Gideon Babalola Idowu na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. O Prof. Corrêa ainda informa o que segue: "O Prof. Idowu, africano da etnia Iorubá, graduado em Letras pela UFRGS e com estudos nos EUA, é autor de uma ótima gramática iorubá, recentemente reeditada [ Uma abordagem moderna ao yorùbá (nagô) : Gramática, Exercícios, Mini Dicionário]. Meu amigo pessoal desde muitos anos, quando estudou e se radicou em Porto Alegre, me auxiliou, muitas vezes, na tradução de palavras utilizadas no batuque. É um profissional muito sério, competente e profundo estudioso da língua Iorubá, características estas pelas quais o recomendo. Assim, peço aos amigos o obséquio de divulgar o curso através de seus sítios e redes de relacionamento, pelo que agradeço. Maiores informações no sítio www.edeyoruba.com ou com o Prof. Gideon, pelo email...